Um chá e um daqueles travesseiros como só há na Piriquita.
De um lado Einaudi, do outro Sophia.
Com os últimos raios de sol a esconderem-se na serra e os pensamentos a voar.
O final de uma tarde, o fim de mais um dia. O inicio do resto de uma vida que quero repleta de muitos muitos, de alguns poucos e dos apenas incontornáveis nadas.
segunda-feira, 26 de março de 2007
Melancolias
sábado, 24 de março de 2007
Vislumbres

Valente entrevista
Não sei se convenceu ou não alguém da sua inocência. No entanto, convenceu que para além de todas as funções que ocupa deveria ter seguido uma profissão qualquer que envolvesse "ter muita lata e capacidade de dar respostas brilhantississimas".
Respostas como: "oh Judite, você às vezes faz com cada pergunta!!" ou como a que deu quando a dita Judite lhe perguntou se se voltaria a candidadar "Posso devolver-lhe a pergunta. Também voltará a ser primeira dama naquela terra da linha?" (confesso que n me lembro da precisão das palavras) são as verdadeiras respostas-maravilha.
Anyway o programa acabou com o desespero da jornalista com ele a falar por cima dela que garantia que nenhuma condição havia sido imposta em troca da entrevista e a falar da isenção que sempre pauta e pautou o programa. Com ele a lamentar-se pelas cento-e-troca-o-passo notícias (sim, ele sabia o número exacto de notícias publicadas sobre ele em jornais, revistas, tv e rádio) que publicaram sobre ele. Falsas, claro está. Com muito blá-blá-blá e poucas certezas. E não. Não convenceu. Pelo menos a mim não me convenceu.
quinta-feira, 22 de março de 2007
quarta-feira, 21 de março de 2007
Até um dia
A tremura, o rubor
O que sobra de paixão
Aprende-se a conter o gesto
A raiva, o protesto
E há um dia em que a alma
Nos rebenta nas mãos "
Mafalda Veiga - "Lado (a lado)" - Tatuagens
A primavera
Adiar ....?
Agora, não acredito muito em dias mundiais seja do que for.
Ainda assim, definiram o dia de hoje como o "Dia Mundial da Poesia" e quis partilhar um daqueles poetas que fazem sentido em muitos dias e um poema que me faz sentido no dia de hoje.
"Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob as montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas
Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes amor e ódio
Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração".
António Ramos Rosa
segunda-feira, 19 de março de 2007

Lá longe, lá bem longe,
prende-se o olhar,
prendem-se os sonhos.
A respiração fica em suspenso
O coração pára em suspenso
Tudo aguarda a reacção
Tudo aguarda a retribuição
Lá longe, lá bem longe
há um mundo inteiro
que aguarda um único gesto
para depois continuar a respirar
para depois voltar a sentir o coração
Pérolas do maravilhoso mundo
Google news na secção de entretenimento, salienta-se a parte de entretenimento, do dia de hoje tem como abertura de secção:
PSP: alegado agressor em liberdade
Gang apedreja polícia
Acidentes fizeram três mortos por dia na semana passada
PSP cercou bairro para travar bandos de jovens vândalos
Colisão frontal provocou dois mortos no Cartaxo
Viva o entretenimento!!! E depois lá volta serenamente aos festivais de cinema e às últimas sobre filmes, actores e música.
Pérola 2: A propósito do suposto assassinato de Marilyn Monroe. Este não tem nada de errado mas tem a sua graça
Versão homicida do suicídio - Correio da Manhã de hoje
quinta-feira, 15 de março de 2007
Aquilo que não entendo, aquilo que não tolero
nobody gets annoyed.
But i must admit i'm not there yet but
something's keeping me going
Maybe there's a world that i'm still to find
Open up a world and let me in, then there'll be
a new life to begin
I have dreamt of an open world,
borderless and wide
Where the people move from place to place
and nobody's taking sides
Maybe there's a world that i'm still to find
Open up a world and let me in, then there'll be
a new life to begin"
I've been waiting for that moment to arrise.
All at once the palace of peace will feel my eyes"
Yusuf Islam, ex-gato esteves, An other Cup
Ingenuidade ou parvoíce, pense-se o que se entender, acredito que esse mundo existe. Ou talvez queira apenas sonhar um bocadinho. Crer que há algum lugar em que as pessoas não sejam mesquinhas, injustas, cobardes, cínicas, más, cruéis e, sobretudo, um lugar em que o respeito pelo outro seja um pequeno grande pormenor. Quero crer que não é pura imaginação. Quero crer que não é apenas um sonho.
Entendo a maldade como uma grande fraqueza daqueles que não têm nada de bom para dar e que, por isso, se escondem cobardemente atrás do poder. Entendo que é impossível que alguém seja realmente feliz sendo tal pessoa.
Entendo o cinismo como uma tremenda falta de personalidade. E não tenho paciência para lambe-botas que moldam o carácter ao formato das circunstâncias.
Entendo a mesquinhice como reveladora de um espírito pequeno e tacanho.
Entendo a falta de respeito como uma das piores coisas que existem. Se se falar em esferas de liberdade, considero que a minha liberdade acaba onde começa a do outro. Da mesma forma, considero que o respeito por mim própria só pode existir a partir do momento em que respeito os outros. Tolero aqueles que mesmo que não se respeitem a si próprios, respeitam os outros. E (confesso a minha limitação) só consigo considerar alguém que se respeita não só a si próprio, como também que respeita os outros.
Abomino injustiças e não suporto que se desrespeite a dignidade de ninguém. Sinto um aperto, uma mágoa e um desconforto imensos cada vez que lido com tudo isto.
Recentemente, descobri que o mundo está repleto de pessoas assim. E fiquei triste. Profundamente triste. Talvez todas as linhas acima sejam parvoíce, talvez pareça presunçoso. Não sou melhor do que ninguém, apenas vejo a vida assim e sinto-me feliz e tranquila comigo mesma. E, por isso, continuo a sonhar com um mundo em que cada um é feliz por si mesmo, sem passar por cima de ninguem, sem atropelar ninguem. Se calhar, esse mundo não existe mesmo e se calhar, por causa de todas estas parvoíces terei dissabores ao longo de muitos e muitos anos. Mas recuso-me a desistir dessa crença de que o mundo de que fala o Cat Stevens existe algures. Mais, acredito que o encontrarei, um dia.
terça-feira, 13 de março de 2007
momento de constatação do óbvio
Eis que agora surge o hábil movimento capitalista: abrir clinicas privadas nos locais onde se fecharam os locais que antes mantinham os sap's a funcionar como urgências. Viva a eficiência do serviço (muito pouco) nacional de saúde!!! Xaran ! que mais dizer a este plano da galinha dos ovos de ouro?!?!?! Ainda bem que existe iniciativa privada. Ainda bem que a iniciativa privada chega à saúde. Ainda bem que a saúde privada vem corrigir as falhas que existem no SNS. Ainda mal que nem todos possam pagar as consultas privadas. Para esses, a solução há-de chegar. Um dia, sem pressas. Quiçã, algum dia alguém algures se lembre de reformular a rede de transportes de urgências e quiçá o inem passe a achar, um dia, que tem qualquer coisa a ver com a reorganização das urgências. Mas não há pressa. Um dia, um dia......
......sunset
terça-feira, 6 de março de 2007
A cegonha traz um desejo

Amor e uma banana =P
sábado, 3 de março de 2007
quinta-feira, 1 de março de 2007
Divagações
Eis Magritte ....tal como prometido num dos seus melhores e mais bonitos momentos pintados.
É doce, é belo, é maravilhoso.
As palvras ficam mudas,
O olhar fica cego
Os sentidos são despertados para um terreno terno
A alma aquece ante a imagem de perfeição
O surreal da coisa está lá,
mas o mais surreal é o encantamento que transmite.
É frágil, é triste, é forte
Faz a mente perder-se nas memória passadas
Torna o passado melancólico
Faz o futuro parecer distante
E tudo o que importa é apenas o presente
O momento
O instante
Este agora
Este já
Este imediato
E depois o fulgor entorpece
E chega a tranquilidade, a doce serenidade, a paz de espírito
É paixão, é o coração aos pulos, é sorriso
E depois é romance
É o coração quente
É arrepiante
É apenas e só esse silêncio gritado
Essas borboletas na barriga
É surpresa, inesperado, reconfortante
Tira o fôlego
É imenso
É tudo e quase nada
É eterno e efémero
É provável e duvidável
E é muito, mas mesmo muito belo, muito doce
É enquanto existir e, se for para sempre, será para sempre maravilhoso
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
Não senhor ministro, é mesmo urgente!!
É mesmo urgente perceber que explicar às pessoas a forma como vai decorrer todo o processo de requalificação das urgências hospitalares é um pormenor importante.
É mesmo urgente que o homem que comanda o barco saiba para onde o leva e o que tem lá dentro.
É mesmo urgente que se reforme um sistema que está velho, caduco e que não funciona
É mesmo urgente que se faça ver que a proposta apresentada pode ser um ponto de partida e que deixará menos gente longe das urgências. Dos 450 mil de agora (que estão a mais de uma hora de um serviço de emergência) passar-se-à para os 50 mil. Ainda que as contas sejam feitas à medida dos interesses pelo menos há uma redução significativa. Pode não ser "a melhor proposta do mundo", mas certamente será melhor se for discutida com a importância que merece.
É mesmo urgente que se explicite o que vai abrir e de como se vai melhorar a rede de transportes de emergência médica antes de anunciar os encerramentos.
É mesmo urgente que as decisões sejam tomadas com fimeza e sobretudo com responsabilidade. Se a proposta que estava feita era entendida como a melhor, como é que de repente se descredibiliza este trabalho só para fugir com o rabo à seringa? O avançar e recuar é de envergonhar.
É mesmo urgente que a gente que trabalha para este senhor perceba que o "doutor" atrás do nome não significa mais do que pretensão e que o ordenado que recebem é pago por todos aqueles que se calhar não têm doutor mas têm respeito pelo outro. Mais, a hipocrisia é uma coisa muito feia e a incompetência é uma coisa muito irritante.
Da mesma forma como é mesmo urgente que se explique a cada português que ter uma urgência ao lado da porta é muito porreiro, mas que se calhar se ela estiver a uma escassa meia hora, estará mais perto de muitas outras pessoas.
Mais, é mesmo urgente explicar ao cidadão que se dirige a um serviço de Urgências cada vez que lhe dói a ponta do dedo mindinho que se calhar poderia ir até um centro de saúde
Eis a nota de indignação pessoal que contraria a imparcialidade a que devo respeitar, mas que às vezes nos faz engolir tanto e tanto. Não, não pretendo fazer uma defesa aguda do encerramento, mas depois de algumas horas a analisar a coisa deu para perceber que pelo menos pior não ficará. E sim, n consigo repeitar o senhor.
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
muitos vivas à incompetência

domingo, 18 de fevereiro de 2007
eu, a desnaturada =P
Mas vou actualizar tudo aquilo que queria ter escrito neste tempo que passou e não escrevi
OOOOOPPPSSSSSSS:
Há cerca de um mês atrás vieram para aí com a alarmante noticia de que havia no mercado marcas de tabaco que continham doses de alcatrão em excesso, vulgo matavam mais depressa. A questão foi resolvida e retiraram o tabaco de circulação. Agora, pouco menos de um mês depois e à boa maneira portuguesa, descobriram que afinal tinha sido engano e não era bem assim. Toca de pôr as nove marcas de tabaco de novo à venda. ooopppsss alguém se enganou.
VILA FLOR
Ora, circulava eu pela serra fora, entre curvas e contra-curvas, terras e terreolas em busca da Foz do Tua quando dou por mim num pedaço de terra cujo nome é Vila Flor. Fica ali para os lados de Carrazeda de Ansiães (=P), que fica para os lado da terra de onde vem a alheira (Mirandela). Ora, aproximava-me eu da terreola quando passo por uma rotunda cuja indicação do centro de Vila Flor tem informação adicional e diz nada mais nada menos que: Vila Flor e por baixo diz Centro do Mundo. Eis que descubro o centro da bola gigante sem esperar por isso.
NO NORTE DA TUGOLÂNDIA
Tenho uma teoria: as gentes do norte são mais simpáticas do que as do sul. Lá por cima a celeridade de qualquer processo burocrático é incomparavel à de cá de baixo. No hospital de Lamego esperei 20 minutos por uma autorização, em Lisboa esperaria pelo menos um dia para o mesmo feito. Liga-se para o norte e ainda que não saibam ajudar encontram sempre alguém que saiba. pocura-se alguma coisa e não é dificil de encontrar. Bem é claro que procurar terreolas perdidas não será assim a coisa mais fácil do mundo. No entanto, depois de me perder 5 vezes lá consegui descobrir onde ficava Rio Bom, a terra onde vivem umas cem almas, que pertence à freguesia de cambres. As indicações são escassas, mas lá que se chega, chega-se.
Mais no norte come-se divinalmente em sitios que por cá se pagaria o dobro só pela vista (que belo almoço tive eu à beira douro com a régua em cenário) . Claro que o divinalmente tem sempre o problema do exagero. Descobri que deviam existir quartos de dose, porque seriam a medida exacta para este pedaço de gente que sou eu. O que para aquela gente é uma "dose razoável" para mim são dois dias de comida: dois almoços e dois jantares.
A LINHA DO TUA
A circunstância é trágica, mas o lugar é de uma beleza extraordinária.
A linha ferroviária do Tua, com mais de 120 anos de existência, é extraordinariamente bela e extraordinariamente perigosa. A primeira geralmente faz esquecer a segunda.
Com uma beleza escarpada, ao longo de ravinas e ermos, os carris acompanham a montanha e o vale do rio Tua. A serra, as cascatas ocasionais, o curso do rio e a paisagem circundante são uma delicia para os olhos.
Tive oportunidade de fazer apenas os seis quilómetros que separam a estação da Foz do Tua do lugar em que um pedragulho de absurda dimensão causou o descarrilamento da automotora. A viagem foi feita num pequeno veiculo amarelo, uma dresine, que é usada para manutenção da linha. O aperto no estômago voltava a cada vez que parava de contemplar o sitio e que olhava para baixo. Em algumas partes, a berma da linha não tem mais de dois palmos. Medo? sim algum. Ainda assim, valeu a pena.No lugar do acidente sente-se mais os arrepios de ver a carruagem desmaiada lá em baixo e o buraco nos carris. Quis o destino que o resvalamento de pedras acontecesse naquela hora, naquele lugar e que levasse a vida a três homens. Triste destino este. Como dizia alguém, em 120 anos este foi o primeiro e quem sabe talvez tenha sido o último.
Em bom português, costuma dizer-se que o mal de uns é sempre o bem de outros. Eis mais um exemplo disso. O café/restaurante que fica ali mesmo ao lado da estação de comboio passa os dias a facturar. Curiosos, jornalistas, GNR, Bombeiros, policia maritima ......... vão consolando a fome por ali mesmo, no único lugar que por ali existe e que por sorte está mesmo à mão. O outro negócio que ganha força por estes dias são os taxis imrovisados. Pela módica quantia de 25 euros por viagem e por pessoa, há quem garanta a ligação entre a estrada principal e o lugar do acidente: onde só se chega de jipe e com conhecimento do lugar.
As redes de telefone móvel são outro dos quebra-cabeças. No apeadeiro entre as duas linhas há TMN, em cima do muro há Optimus e atrás de um dos carros há Vodafone. Ao longo da linha a exostência de rede de telemóvel varia (ou vareia, com o dizem alguns). Sorte das sortes, o local do acidente é dos poucos que têm rede. Foi isso que fez a ajuda chegar mais rápido (só demorou uma hora e pouco!!! uma vez que chegar aquele ermo é tarefa dura até para quem tem experiência). Devidamente perguntado a quem de direito, descobri que o sistema de emergência é infalível: descobre-se se aconteceu alguma coisa ao comboio se ele não aparecer na estação a horas. Ora, eis-nos no cume das mais recentes tecnologias.
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
Back
De volta do maravilhoso mundo da neve, do gelo, dos trambolhões e do esqui!!
Não cumpri o objectivo de ir de encontro a um monte de neve ao estilo cartoon e ficar lá a minha marca/sombra, mas pelo menos decobri que a minha coordenação motora é razoável (tirando a parte do travar que será o objectivo de outros episódios futuros. Quando a velocidade aumenta os travões não são lá grd coisa, confesso). Acabei também por decobrir alguns musculos novos em mim, e doeu!!!! =P
Eis um pequeno nada cheio de essências para voltar a repetir mais dia menos dia.
domingo, 4 de fevereiro de 2007
sábado, 3 de fevereiro de 2007
schnee, snow, neeeeeeeeve !!!!!!

terça-feira, 30 de janeiro de 2007
Neve na montanha
Do Uruguai com a sua guitarra

terça-feira, 23 de janeiro de 2007
Justiça ou injustiça?
Fala-se da questão com uma distância e com uma frieza que me assustam. Bem, a verdade é que toda esta questão me assusta, toda esta discussão me parece tão surreal, tão crua.
Onde é que estão aquelas coisas a que normalmente se chama amor de pai e mãe, crianças felizes, bem-estar dessas crianças, que é feito de se ver esta menina como um ser humano e não como uma coisa que está a ser disputada e tudo mais? que crueldade que para aí anda!
Bolas, o que há aqui é um pai, o qual é perfeitamente indiferente se é ou não biológico, que apesar de ter desobedecido à decisão de um tribunal, ama a menina. Depois, há um pai, a que se chama biológico, que não se percebe muito bem o que quer. E há uma mãe com um olhar tão perdido que parece que está noutro planeta. Não me coloco na defesa ou ataque de ninguém, apenas tento entender e não entendo nada.
Por onde anda a justiça, pergunto-me eu? Será que ela cai no cliché do "estar cega, surda e muda"? será de mim ou, no final das contas feitas, o que importa aqui é se a criança fica ou não feliz?
sexta-feira, 19 de janeiro de 2007
Encontro
"Perdi-me dentro de mim
porque eu era labirinto
e hoje, quando me sinto,
é com saudades de mim
Passei pela minha vida,
um astro doido a sonhar
na ânsia de ultrapassar
nem dei pela minha vida
Para mim é sempre ontem
não tenho amanhã nem hoje
o tempo que aos outros foge
cai sobre mim feito ontem
(...)
Como se chora um amante
assim me choro a mim mesmo
eu fui amante inconstante
que se traiu a si mesmo
Não sinto o espaço que encerro
nem as linhas que projecto
se me olho a um espelho
não me acho no que me projecto
Não perdi a minha alma
fiquei com ela perdida
assim eu choro, da vida,
a morte da minha alma
(...)
Desceu-me na alma o crepusculo
eu fui alguém que passou
serei, mas já não me sou
não vivo, durmo o crepusculo
(...)
perdi a morte e a vida
e, louco, enlouqueço
a hora foge vivida
eu sigo-a mas permaneço"
Sim, tens razão. Não é isto que quero para mim! Quero encontrar-me, quero descobrir a saída do labirinto que sou, não quero ter saudades de mim, quero sentir a minha vida com todas as forças, viver o hoje sonhar com o amanhã, recordar o passado, não me quero trair, quero ser a amante constante de mim mesma, quero sentir o espaço que encerro e encontrar-me nas linhas que projecto, jamais quero perder a minha alma, e menos ainda quero chorá-la, vejo no crepusculo o final de mais um dia e o aproximar de outro, não quero perder-me.
Would you help me my dear friend?
domingo, 14 de janeiro de 2007
Sorrisos
Um sorriso é a manifestação de um estado da alma.
Um sorriso é a revelação.
Mas, na verdade, um sorriso é somente isso, um sorriso =))))))
Ei-los:








E depois há estes, os misteriosos.
Que escondem tanto e tanto.
Que não escondem nada e nada a quem os sabe ler.
A casinha

Era uma vez uma casinha no meio do nada plantada. Lá dentro havia uma grande lareira, havia conforto, havia encanto. Havia também um grande mistério encerrado nos muros em torno desse castelo disfarçado na inocência de uma casinha: dentro de portas havia magia, fora de portas havia um céu repleto de estrelas. Que perfeição!
quinta-feira, 11 de janeiro de 2007
Fotografias & Radiografias

( Homer brain eheheheh but that's it)
Hoje discutia qual das belezas é predominante, se a interior ou se a exterior. Esta é uma coisa que já me fez ter outras discussões. Penso que só se vê, aliás só há atracção pela beleza interior, depois de haver qualquer coisa na exterior que nos desperte. Não é condição extrema que se seja uma princesa ou um adónis e penso que o interior de alguém é realmente muito mais importante que a carapaça. Mas, penso também que a disponibilidade para se conhecer a essência das pessoas parte sempre de qualquer aspecto exterior, seja a beleza ou o brilho ou olhar ou a forma de falar, andar ou comer ou as mãos ou seja lá o que raio for que cria a atracção. Depois desse clic toda a beleza é igualmente importante.
A radiografia é crucial, mas a fotografia está sempre lá.
E depois há uma coisa extraordinária que é descobrir que há quem combine a beleza da fotografia com a da radiografia. E aí sim, é perfeito.
Era a isto que me referia.
domingo, 7 de janeiro de 2007
A grande confusão do referendo

O referendo sobre o aborto está quase quase aí e continua a ouvir-se quem seja contra a despenalização por ser a favor da vida.
Mas que grande confusão. Como é possível que se seja contra a liberdade de escolha? Vota no SIM é votar na liberdade de decidir sobre se se traz ao mundo uma vida ou não, votar sim é permitir a cada um seguir as suas convicções, votar sim é tão pura e simplesmente permitir-se a ser-se contra ou a favor de algo que independentemente de ser crime é praticado a cada dia. Votar sim é proteger quem nasce da falta de opções.
Aceito que se seja a favor ou contra a prática do aborto. Cada um tem as suas razões e inclinações. Mas é preciso perceber que essa é uma outra discussão.
Tatuagens
Em cada ferida que sara
Escondida do mundo
Eu sou igual a ti
quinta-feira, 4 de janeiro de 2007
terça-feira, 2 de janeiro de 2007
Maravilha, maravilha



5-Coliseu de Roma - apesar de esburacado, metade caido é bonito, impõem-se no meio de uma das cidades mais bonitas que conheci
7-Machu Picchu - perfeito!

8-Castelo de Neuschwanstein - parece um palácio encantado e dps tem a neve nas montanhas e a àgua lá ao fundo. uhmm que delicia.
Uhmmm e agora acho que terei de as ir visitar tdas e decidir in loco. Parece-me uma boa ideia e a única forma de me decidir de vez. de qq forma se calhar terei de fazer já as malas para estar cá a tempo do 7/7/2007, ante a apresentação das 7 maravilhas, durante ou depois ou lá o que é do jogo de futebol das estrelas número sete, na maravilhosa cidade das 7 colinas, com apresentação do 007 noriginal, Sean Connery.












aaatchim, cof cof, snif snif, ainda assim incontornável e inabalável ;)






