... os segundos que separam o dia da noite. Escassas as certezas. Memórias em demasia.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Dúvida....
Será que ao 38578º debate o Vital, o Rangel, o Portas, a Ilda e o Melo ainda têm algo de novo (e interessante) para debater? Uhmmm... bom, se calhar estão mesmo só a estabelecer laços para quando estiverem todos a curtir Bruxelas numa qualquer rave exclusiva para deputados.
É que já não há paciência para ouvir as mesmas respostas às mesmas perguntas feitas às mesmas pessoas por pessoas diferentes.
É que já não há paciência para ouvir as mesmas respostas às mesmas perguntas feitas às mesmas pessoas por pessoas diferentes.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
A ressaca dos 25
É bom sentir o carinho e os miminhos daqueles que gostam de nós. Uma simples mensagem, um simples telefonema, um simples beijo, umas simples palavras enchem a alma e comovem.
Ontem tive a confirmação de que tenho muito bons amigos. Hoje estou de ressaca de todos os mimos a que tive direito.
Ontem tive a confirmação de que tenho muito bons amigos. Hoje estou de ressaca de todos os mimos a que tive direito.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Islâmicos, católicos, todos iguais
Pregam para deuses e alás diferentes, mas na verdade são todos iguais. "Não, não aceitamos que as escolas andem para aí a distribuir preservativos aos nossos filhos porque a nossa religião não permite sexo antes do casamento". E depois, quando as filhas (obviamente virgens!!) aparecem grávidas, como é? Esta história de andar a pregar cinismos e falsos pudores dá-me uma irritação!!!
quarta-feira, 13 de maio de 2009
2!
Porque me fazem acreditar que o amor de verdade ainda existe.
Porque me fazem acreditar que quando é de verdade, tudo se ultrapassa, tudo o resto é menor.
Porque me fazem acreditar que quando é de verdade, tudo se ultrapassa, tudo o resto é menor.
O meu caderno
1993 - 3a Classe
Andava em busca de um livro que teimou em desaparecer-me e encontrei um caderno da minha 3ª classe e deixei-me levar. Á época aprendia a escrever e a ter as noções básicas do mundo.
Aprendi sobre a organização do poder. "Em todas as freguesias e em todos os concelhos existem pessoas com a responsabilidade de resolver os problemas da localidade. Essas pessoas constituem os orgãos do poder. São escolhidas pelos cidadãos eleitores que nelas confiam e votam" . Abençoada ingenuidade !!!!
Nesse 2º periodo aprendi palavras difíceis com "Actriz" - sim, quando eu aprendi a escrever o acordo ortográfico era coisa que não estava para perto e lá estava o "c" que fazia da palavra difícil. Há uma bela redacção sobre a visita de estudo aos Dinossaurios (e não é que ninguém deu pela bacorada ?!?!?)
Subordinado ao tema : "Se eu tivesse uma..." Escrevi uma Redacção sobre a máquina fotográfica que gostaria de ter para fotografar os porcos, galinhas e perus do monte dos meus primos e duas ilhas muito bonitas que eram os Açores e as Canárias (lá está, DUAS ilhas). Melhor ainda: queria que a minha máquina fosse, passo a citar, "branca e cor-de-rosa e pequenina para caber em qualquer sítio" (que foleirada fixe!!!!!!)
Pelo meio, deixei as cópias a lápis de carvão e (cúmulo da confiança e progresso) passei a fazê-las orgulhosamente a caneta esferográfica!
Há bonecada mal feita e, depois, há a razão pela qual sei que guardei este caderno: um desenho de duas páginas para Meio Físico e Social onde fiz Um rio a desaguar no mar, entre duas montanhas que me valeu um MBom+ e foi o meu orgulho durante muito tempo. E não é que me lembro mesmo de estar sentada na minha escrivaninha a fazê-lo?!
Que descoberta formidável (sim, esta também consta das ditas cujas palavras difíceis.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Memórias
Acabei por ir parar ao Facebook e encontrei dezenas de pessoas que não vejo há anos e anos. Não consigo deixar de pensar o que é feito de toda essa gente, do que fazem da vida, de como se tornaram gente grande. Enfim, bateu a nostalgia de outros tempos, de outras vidas, de passados distantes e alguns muito queridos.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Dia oficial de despacho das tralhas
Hoje estou num daqueles dias - que acontecem de 7 em 7 anos - em que mando fora tudo aquilo que durante esses sete anos era fundamental guardar por um qualquer desconhecido e obscuro motivo. São quilos de porcarias que vão parar ao lixo. Que libertação. Do espírito, sobretudo!!
Factos a não perder sobre a gripe

Facto 1: Um dos principais sintomas desta gripe é a histeria.
Facto 2: Portugal, este país que ascende a um lugar cimeiro entre os melhores do mundo, deixou-se ficar para trás. Houve para aí uns 18 países a anteciparem-se e a conseguirem ter alguém com gripe antes de nós. Mas nós queríamos tanto, tanto, tanto que lá conseguimos alguém com um exemplar do virus no corpo.
Facto 3: Gripe dos porcos = gripe suína = gripe mexicana = gripe A. E que tal arranjarem logo o nome certo de vez? não dá jeito nenhum manter uma conversa com actualidade se há tantas mudanças de nome. Anda-se sempre desactualizado e é uma chatice!
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Será que...
... quando percebemos que estamos loucos já é tarde demais para fazer alguma coisa ou ainda há salvação ou então que daqui em diante a loucura só agravará ou que passarei a achar que é normal as pessoas voarem ou os pássaros falarem sobre a situação agro-pecuária do Sudão ? Hoje estou com esta dúvida. Sinto-me um personagem do Gato preto, Gato branco. E comprova-se: já não há salvação. By the way, tenho o Ferrão, da Rua Sésamo, a olhar para mim com os olhos esbugalhados e a concordar com o estado de demência. O meu, claro.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Citando sem comentários desnecessários
João Miguel Tavares in Noticias Magazine 26 Abril 2009
"A borbulha no rabo de Nicole Kidman
A Teresa faz hoje 34 anos. Tendo em conta que começámos a namorar por volta dos seus 17, significa que ela passou metade da sua vida a aturar-me. Nós somos uma espécie de velhinhos precoces no que toca às matérias do amor: estamos na casa dos trinta mas podemos apregoar que passámos a vida inteira juntos, sem risco de desmentido.
É coisa que já não se usa. E como coisa que já não se usa, somos frequentemente confrontados com a nossa originalidade, assim como se vestíssemos roupa dos anos cinquenta na passerelle dos afectos - uma coisa muito démodé. Os meus amigos mais cínicos garantem que vou descarrilar por volta dos 40, por causa de tudo aquilo "que nunca vivi".E suponho que os amigos dela suspirem intimamente:
"Coitada, tão gira, tão boa pessoa e foi logo arranjar aquele palerma."
Mas eu gosto de me sentir um acidente estatístico. É verdade que não dá para ter aquelas grandes conversas de gajo sobre as gajas que alegadamente se engatam no Lux, muito úteis à propagação do mito da virilidade do macho lusitano. Mas ganha-se uma espécie de aura zen por se ter optado pela monogamia ao longo de tantos anos. Para os meus amigos, em matéria de sexo, eu sou o Dalai Lama (O facto de ter três filhos impede-me de ser Bento XVI, o que já não é mau.)
A coisa só se torna mais difícil quando que nada disto tem a ver com conservadorismo, catolicismo ou quaisquer outros "ismos" ideológicos ou religiosos que eu queira impor - ou sequer sugerir - aos outros. Sinmplesmente aconteceu assim. Não acho que haja qualquer superioridade moral na escassez de aventuras amorosas, a não ser, claro, que duas pessoas optem por ter filhos. De resto, se são mais felizes a fazer colecção de one-night stands, então, meus caros, força nisso - assim haja suficiente vontade e stock de látex.
Mas também é verdade que não acho o contrário, ou seja, que exercitar-me nu com uma senhora diferente todas as noites seja o unico caminho para uma existência devidamente preenchida - uma tese deveras popular nos dias que correm. Quando há 17 anos encontrei a Teresa, simplesmente houve um clique que ainda não desclicou. É difícil? Ás vezes. O mundo está cheio de mulheres giras? Está. Mas eu tenho a teoria da borbulha no rabo da Nicole Kidman.
É uma teoria simples que pode ser formulada da seguinte forma: se a beleza for o único combustível que alimenta uma relação, acabará inevitavelmente por se esgotar. Por mais belo que seja um corpo, um dia cansar-nos-emos dele. E nessa altura encontraremos sempre uma borbulha, uma estria, uma calosidade, um osso saliente com que implicar. Pode ser a belíssima Nicole Kidman. Ou a lindíssima Gisele Bündchen. Chegará o tempo em que todos os centímetros quadrados da pele já foram explorados, todas as posições do Ksamasutra ao alcance da nossa coluna vertebral já foram experimentados - e o tédio virá.
Moral da história? Não há nenhuma. Apenas que em 17 anos, no que me diz respeito, o tédio ainda não chegou. O que é a melhor das prendas para mim - embora quem faça anos seja ela."
"A borbulha no rabo de Nicole Kidman
A Teresa faz hoje 34 anos. Tendo em conta que começámos a namorar por volta dos seus 17, significa que ela passou metade da sua vida a aturar-me. Nós somos uma espécie de velhinhos precoces no que toca às matérias do amor: estamos na casa dos trinta mas podemos apregoar que passámos a vida inteira juntos, sem risco de desmentido.
É coisa que já não se usa. E como coisa que já não se usa, somos frequentemente confrontados com a nossa originalidade, assim como se vestíssemos roupa dos anos cinquenta na passerelle dos afectos - uma coisa muito démodé. Os meus amigos mais cínicos garantem que vou descarrilar por volta dos 40, por causa de tudo aquilo "que nunca vivi".E suponho que os amigos dela suspirem intimamente:
"Coitada, tão gira, tão boa pessoa e foi logo arranjar aquele palerma."
Mas eu gosto de me sentir um acidente estatístico. É verdade que não dá para ter aquelas grandes conversas de gajo sobre as gajas que alegadamente se engatam no Lux, muito úteis à propagação do mito da virilidade do macho lusitano. Mas ganha-se uma espécie de aura zen por se ter optado pela monogamia ao longo de tantos anos. Para os meus amigos, em matéria de sexo, eu sou o Dalai Lama (O facto de ter três filhos impede-me de ser Bento XVI, o que já não é mau.)
A coisa só se torna mais difícil quando que nada disto tem a ver com conservadorismo, catolicismo ou quaisquer outros "ismos" ideológicos ou religiosos que eu queira impor - ou sequer sugerir - aos outros. Sinmplesmente aconteceu assim. Não acho que haja qualquer superioridade moral na escassez de aventuras amorosas, a não ser, claro, que duas pessoas optem por ter filhos. De resto, se são mais felizes a fazer colecção de one-night stands, então, meus caros, força nisso - assim haja suficiente vontade e stock de látex.
Mas também é verdade que não acho o contrário, ou seja, que exercitar-me nu com uma senhora diferente todas as noites seja o unico caminho para uma existência devidamente preenchida - uma tese deveras popular nos dias que correm. Quando há 17 anos encontrei a Teresa, simplesmente houve um clique que ainda não desclicou. É difícil? Ás vezes. O mundo está cheio de mulheres giras? Está. Mas eu tenho a teoria da borbulha no rabo da Nicole Kidman.
É uma teoria simples que pode ser formulada da seguinte forma: se a beleza for o único combustível que alimenta uma relação, acabará inevitavelmente por se esgotar. Por mais belo que seja um corpo, um dia cansar-nos-emos dele. E nessa altura encontraremos sempre uma borbulha, uma estria, uma calosidade, um osso saliente com que implicar. Pode ser a belíssima Nicole Kidman. Ou a lindíssima Gisele Bündchen. Chegará o tempo em que todos os centímetros quadrados da pele já foram explorados, todas as posições do Ksamasutra ao alcance da nossa coluna vertebral já foram experimentados - e o tédio virá.
Moral da história? Não há nenhuma. Apenas que em 17 anos, no que me diz respeito, o tédio ainda não chegou. O que é a melhor das prendas para mim - embora quem faça anos seja ela."
Dolce fare niente
terça-feira, 21 de abril de 2009
Fabuloso Kusturica
É que não dá para pôr em palavras o extraordinário concerto de sábado no Campo Pequeno. Apesar de um discreto Emir Kusturica a sua No Smoking Orchestra deu o espectáculo, atirou os foguetes, apanhou as canas e rondou o genial. O mesmo genial dos filmes do mestre transformado em concerto. O mesmo rídiculo delicioso, o mesmo hilariante, o mesmo non-sense maravilhoso.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Constatação

Uma investigadora venezuelana passou 22 meses em África a estudar chimpanzés e descobriu que os machos dão comida, carne, às fêmeas para duplicarem o número de vezes que acasalam. Consta que os que fazem isto têm mais sucesso entre as fêmeas do bando. Mais: Cristina Gomes, a investigadora venezuelana, percebeu também que os chimpanzés machos oferecem a carne que caçam mesmo sabendo que só podarão vir a copular depois de algum tempo e que não se pode concluir deste estudo que as fêmeas preferem os machos ricos.
O que se tira daqui?
- Que as semelhanças entre os chimpanzés e os humanos são ainda maiores do que aquilo que se pensava. Ou seja: os homens continuam com o jantarzinho da praxe (e um raminho de flores para mostrar a evolução da espécie) para conquistar as mulheres. Que nós mulheres cedemos facilmente pelo estômago e que a gula é um problema a resolver na teoria da evolução. Vá, não é que as mulheres sejam seres assim tão fáceis de seduzir, mas a verdade é que preferem os homens que as levam a restaurantes porreiros a comer pratos gourmet acompanhados de um belo vinho tinto da região demarcada preferida, do que um desgraçado que as leve à tasca da esquina a comer bifes-solas-de-sapato com batata pré-frita, arroz argamassa e jarros de tintol. E assim se prova que a evolução da espécie não é assim tão grande como queremos acreditar.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Welcome!
O Álvaro, o meu sobrinho emprestado, acabou de chegar ao mundo. Depois de nove meses a argumentar em prol do que a criança vai sofrer na escola graças a este nome, nada disso importa ante a alegria de ver os nossos amigos a atingirem a felicidade extrema. Se sair ao pai será um conspirador, de olho sempre atento aos movimentos Bilderberg, vai adorar discutir com toda a gente, vai ter com um toque monárquico, vai usar a magia para encantar as miúdas da escola e vai ser o feliz portador de uma criatividade sem limites e de uma incurável loucura. Será, por isso, uma adorável criança.
sábado, 21 de março de 2009
Citando: "Este homem é um verdadeiro erro de casting"
O Papa: "Os preservativos agravam o combate sida"

Para além de atentar contra todas as campanhas de combate à Sida (que o senhor deveria saber que demoram anos e anos e mais anos a implementar-se), é um atentado ao liberalismo e uma idiotice tendo em conta a responsabilidade que detém sendo o líder da Igreja Católica. É totalmente despropositado, o que se agrava se se tiver em conta que o senhor anda em visita ao continente onde a doença é um flagelo.
Assumo a minha ira contra estas ideias conservadoras que cegam as pessoas e sobretudo pelas ideias defendidas por uma igreja que, usa a fé e o amor a deus, para condenar actos que impedem a morte de milhões.
Sim, sou agnóstica e cada vez vejo mais razões para o ser. Não dá para acreditar numa instituição que defende o sofrimento desnecessário. (Saberá este homem o que sofre alguém que tem sida? ) Não dá para acreditar num estado que sendo o mais rico do mundo continua a ser tão ridiculamente hipócrita.

Para além de atentar contra todas as campanhas de combate à Sida (que o senhor deveria saber que demoram anos e anos e mais anos a implementar-se), é um atentado ao liberalismo e uma idiotice tendo em conta a responsabilidade que detém sendo o líder da Igreja Católica. É totalmente despropositado, o que se agrava se se tiver em conta que o senhor anda em visita ao continente onde a doença é um flagelo.
Assumo a minha ira contra estas ideias conservadoras que cegam as pessoas e sobretudo pelas ideias defendidas por uma igreja que, usa a fé e o amor a deus, para condenar actos que impedem a morte de milhões.
Sim, sou agnóstica e cada vez vejo mais razões para o ser. Não dá para acreditar numa instituição que defende o sofrimento desnecessário. (Saberá este homem o que sofre alguém que tem sida? ) Não dá para acreditar num estado que sendo o mais rico do mundo continua a ser tão ridiculamente hipócrita.
terça-feira, 17 de março de 2009
O misterioso dossier azul
quinta-feira, 12 de março de 2009
As voltas

Voltas, voltas e mais voltas.
Sim's que se misturam com nãos's.
Desejos que acabam em indecisões e se perdem por medo.
Dúvidas permanentes que não têm respostas
Anseios, coração aos pulos, alheamento
Realidades que se misturam com vontades
Silêncios cortados pelos gritos profundos dos estados de alma
Noites claras, dias escuros
Recordações que doem
Memórias que causam sorrisos
Vazio, vazio, vazio causado por tantas e tantas voltas
"São voltas e voltas sem parar
Em sonhos nocturnos
Em sonhos de encantar
Muitos enredos histórias reais
Que envolvem mas acordam sem avisar.
Fico à toa mas onde é que eu estou
Já de madrugada
E o silêncio reinou
De olhos abertos só vejo sombras
Já sinto o regressar de novo ao sono...
Então agora o que é que eu faço
Com o meu sonho inacabado
Vou deixá-lo ou abandona-lo
Ao meu imaginário
Ao meu desejo de desejo.
E digo sim ao meu desejo
Aquela doce sensação
De estar noutro lugar
Onde o tempo que passa
Já não importa."
quarta-feira, 11 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
À espera...
Amor nos tempos de cólera

O livro é extraordinário. O filme não desilude com uma adaptação tão próxima quanto possível. Para além disso, a banda sonora é boa, muito mesmo.
Esta é maravilhosa:
http://www.youtube.com/watch?v=jTrlxF_vyfQ
"Pienso En Ti"
cada dia pienso en ti
pienso un poco mas en ti
despedazo mi corazon
se destruye algo de mi
cada dia pienso en ti
pienso un poco mas en ti
cada vez que sale el sol
busco un algo de valor
para continuar asi
y te veo asi no te toque
rezo por ti cada noche
amanece y pienso en ti
y retumba en mis oidos
el tic-tac de los relojes
y sigo pensando en ti
y sigo pensando...
Coisas simples
É inexplicável o aconchego que pode dar um punhado de dvd's, uma manta quentinha e um frasco de molho pesto.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Lá no cimo
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
No país das A's!
Saio de casa, entro na A5. Viro para a A9 para fugir ao trânsito matinal de Lisboa. Para encurtar caminho, meto-me na A10 e vou entrar na A1 já quase em Aveiras. Saio em Espinho, entro na A41 que vai dar à A29. Na vinda, saio para a A44 para voltar a ir dar à A 29 e depois entrar novamente na A1. Ali a meio ainda pondero se saio para Leiria para apanhar a A17 que vai dar à A8 que vem dar à A9 que vai dar novamente à A5. What the hell!! Com um país tão pequeno como este para que é preciso tanta autoestrada só para ir ao Porto com uma breve passagem por Espinho !?!?
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Slumdog millionaire
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Momentos roubados
Vamos? Vamos! E vamos lado a lado em direcção a um sítio que não interessa qual. O que importa é aquele lado a lado, aquela troca de olhares carregada de sentimentos. Contam-se trivialidades. Partilham-se medos, receios e dores sem ter de explicar muito. Trocam-se aquelas palavras em surdina. Um mimo. Um último olhar. Um adeus.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
O velho vício das pessoas
Gosto de pessoas. Gosto das histórias que as pessoas têm para contar. Gosto dos pedaços de vida que me chegam ao ouvido. Não sei se os olhos são o espelho ou não das 21 gramas, mas sei as vezes que já vi o peso da alma ganhar a forma de lágrimas, de sorrisos, de olhares profundos.
Já entendi a dor de quem viu a morte a chegar e a abalar por ainda não ser a hora, já me comovi com o êxtase de quem pôs vida no mundo sem querer, já me arrepiei com a coragem de quem está disposto a dar a vida para que outros vivam, já me enterneci com o espírito voluntário de alguns, já percebi o orgulho e a honra que alguns outros sentem no seu trabalho, já odiei idiotas, empertigados e arrogantes, Já senti a dureza de outras vidas e de outros quotidianos, já percebi o que é esconder as fraquezas atrás de outros sentimentos, já vi de longe a dor que a perda de alguém causa. Já vi amor, medo, perversidade, morte, trabalho, honra, compaixão, doçura, empenho, violência, amizade, coragem, vitórias, derrotas, guerras, esforço, a vida.
Mas, na verdade, sinto que me falta ver, perceber, sentir, entender tudo.
É por isso que alimento este vício que está a marinar há anos. Este vício que é conhecer pessoas, descobrir pessoas, redescobrir pessoas que sempre ali estiveram mas que, por um ou outro motivo, só conhecemos muito depois de as conhecer. É algo de incontrolável, é perverso,é maravilhoso, é desafiador, é cruel.
Muitas vezes dói. Dói sempre que chega o engano e a desilusão.
Na maioria delas resulta num inexplicável prazer. Um prazer causado pelo deslindar da teia complexa que é o espírito dos homens.
É tão, tão delicioso fazer de garimpeiro e descobrir os diamantes no meio da muita areia que vem na peneira.
Já entendi a dor de quem viu a morte a chegar e a abalar por ainda não ser a hora, já me comovi com o êxtase de quem pôs vida no mundo sem querer, já me arrepiei com a coragem de quem está disposto a dar a vida para que outros vivam, já me enterneci com o espírito voluntário de alguns, já percebi o orgulho e a honra que alguns outros sentem no seu trabalho, já odiei idiotas, empertigados e arrogantes, Já senti a dureza de outras vidas e de outros quotidianos, já percebi o que é esconder as fraquezas atrás de outros sentimentos, já vi de longe a dor que a perda de alguém causa. Já vi amor, medo, perversidade, morte, trabalho, honra, compaixão, doçura, empenho, violência, amizade, coragem, vitórias, derrotas, guerras, esforço, a vida.
Mas, na verdade, sinto que me falta ver, perceber, sentir, entender tudo.
É por isso que alimento este vício que está a marinar há anos. Este vício que é conhecer pessoas, descobrir pessoas, redescobrir pessoas que sempre ali estiveram mas que, por um ou outro motivo, só conhecemos muito depois de as conhecer. É algo de incontrolável, é perverso,é maravilhoso, é desafiador, é cruel.
Muitas vezes dói. Dói sempre que chega o engano e a desilusão.
Na maioria delas resulta num inexplicável prazer. Um prazer causado pelo deslindar da teia complexa que é o espírito dos homens.
É tão, tão delicioso fazer de garimpeiro e descobrir os diamantes no meio da muita areia que vem na peneira.
Portugal, esse grande estaleiro

Primeiro o grande alvoroço: O Cais das Colunas volta a estar à vista. Yupiiii! Yupiii! Yuuupiii! E lá vem um autocarro carregado de deputados, de jornalistas, de pessoas que ninguém sabe quem são mas usam fato e gravata ou tailleur e vestem-se à moda da gente importante, veio o Carmo e a Trindade, atiraram-se os foguetes, fez-se a festarola e muitos mais vieram e falaram e comentaram. Enfim.
E agora, cerca de um mês depois, puff! volta lá a guardar as colunas no armário que é mesmo aqui que o estaleiro das novas obras vai ficar. E lá vamos nós fazer o trabalho que já lá estava e que tiraram e que agora vão voltar a colocar no mesmo sítio. Não há monumento, mas há um monumental estaleiro. Gastou-se dinheiro a tirar e gasta-se dinheiro a pôr outra vez. Muitos vivas às obras sem fim em Portugal!
De ouvido à escuta num abrir e fechar de portas:
Local: Rádio Clube Português ;
Voz 1 - duas e qualquer coisa da madrugada solitária de um homem;
Voz 2 - duas e qualquer coisa da madrugada de uma locutora de rádio;
Contexto: aqueles programas de companhia de quem tem insónias ou uma tremenda solidão.

A porta abre e chega ao ouvido
"
....
- Tenho 50 anos e gostava de ter uma namorada.
- Uma namorada?
- Sim, uma namorada. Vocês têm o meu número de telefone, se aparecer alguém podem dá-lo a essa pessoa.
- Mas podia fazer isso pessoalmente...conhecer alguém pessoalmente...
- Sim, também posso... mas pronto, se aparecer alguém, alguém que também queira conviver, podem dar o meu número."
..... A porta fecha e perde-se o fio de conversa.
Até onde vai a solidão, a necessidade de amar e ser amado e o desespero causado pelo vazio?
Voz 1 - duas e qualquer coisa da madrugada solitária de um homem;
Voz 2 - duas e qualquer coisa da madrugada de uma locutora de rádio;
Contexto: aqueles programas de companhia de quem tem insónias ou uma tremenda solidão.

A porta abre e chega ao ouvido
"
....
- Tenho 50 anos e gostava de ter uma namorada.
- Uma namorada?
- Sim, uma namorada. Vocês têm o meu número de telefone, se aparecer alguém podem dá-lo a essa pessoa.
- Mas podia fazer isso pessoalmente...conhecer alguém pessoalmente...
- Sim, também posso... mas pronto, se aparecer alguém, alguém que também queira conviver, podem dar o meu número."
..... A porta fecha e perde-se o fio de conversa.
Até onde vai a solidão, a necessidade de amar e ser amado e o desespero causado pelo vazio?
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Algo vai mal (muito mal!)
....quando a segunda peça do noticiário da noite é sobre o tempo e os restantes 15 minutos são "cheios" com reportagens sobre o frio que se fez sentir em todo o santo distrito de Portugal desde a pontinha de cima à pontinha debaixo!!
Lá está: quando não há sobre o que se falar, fala-se do tempo para encher chouriço.
Lá está: quando não há sobre o que se falar, fala-se do tempo para encher chouriço.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
A minha geração!
Contam sempre a mesma história. Quando o Vitinho começava a cantar a música de boas noites para todas as crianças, ou corriam para a televisão para lhe tirar o som ou era certo que aparecia a correr com a minha almofada (a minha maravilhosa Nana!!!!) debaixo do braço ....
Está na hora da caminha
vamos lá dormir
que lá fora, as estrelas
dormem a sorrir
e amanhã cedinho, bem cedinho
tu vais ver
acordas mais forte e mais esperto,
isso é crescer
boa noite
mãe: boa noite, dorme bem
vitinho: (risos)
pai: vá lá vitinho, toca a dormir
mãe: até manhã (*chuac*) um beijinho
sonhos lindos
adeus e até amanhã
..... e ficava ali de boca aberta a olhar para o Vitinho até ao "Adeus e até amanhã!". Depois voltava para minha caminha e dormia. Hoje constatei: Sou da Geração Vitinho!
O original:
http://www.youtube.com/watch?v=maWsN_XsamQ
A última versão:
http://www.youtube.com/watch?v=0kkEz9Fm6g4&feature=related
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
2009 prontinho a estrear
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Amar, amar, amar de verdade
*Não é aquele amor entre homem e mulher. É aquele amor que se sente por poucas, muito poucas, pessoas. Falo daquele inexplicável sentimento que enche o peito. Falo naquela incondicional vontade de dar o que se têm e de encontrar o impossível apenas por saber o quanto isso vai fazer aquela pessoa feliz. É saber que, aconteça o que acontecer, estão ali aqueles ombros. É sentir que se é capaz de deixar tudo e todos para trás por saber que basta uma palavra para conseguir arrancar um sorriso da cara mais triste do mundo. É chorar as tristezas desses como se nossas fossem. É sentir os medos, os receios, os pânicos da mesma maneira. É entrar em êxtase com as alegrias, os sucessos e os sorrisos desses. É quando bastam os olhares de relance ou os tons de voz para se perceber os estados de alma. Falo daquela certeza de sermos capazes de enfrentar uma multidão de enraivecidos para proteger esses tais de qualquer coisa que venha de qualquer lado com qualquer intensidade. É tirar-lhes o sofrimento da frente, sempre. É sentir que nada nos pode acontecer porque estaremos sempre protegidos por essa bolha de amor que nos dão esses. Passa por tirar todas as defesas, abrir o coração e dar simplesmente por dar. Trata-se de dar voltas na almofada em busca de respostas que não são para nós, mas é como se fossem. É sentir o alivio dessas respostas. Trata-se de construir, de criar laços, de cativar e de ser cativado. Refiro-me a uma coisa tão grande, tão grande, que não se mede, que não se define, que se sente apenas.
* GUSTAV KLIMT
Nem de propósito passou na playlist uma combinação de trocas justas: "Beijo por beijo // Sonho por sonho // Carinho por amor// Paixão por paixão..."
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
É Natal!!!!

Chegou o Natal. Até aí nada de mal. Acontece todos os anos e ninguém estranha.
Irrita-me um pouco a hipocrisia, mas se for a forma de se fazer o bem, de se ter actos solidários e de ajudar, seja! o Natal é um motivo tão válido como qualquer outro e é fixe, muito fixe, ver os putos a rir, sobretudo aqueles que têm poucos motivos para sorrir. Por isso, venha a hipocrísia disfarçada de espírito natalício
!!!
Gosto das prendas (claro!), mas amo dar gestos, carinhos e pequenas parvoíces repletas de significados. Adoro as luzes e as decorações de Natal. Adoro as familias que se amam. Adoro os amigos que dão mimos. Abomino as enchentes nos centros comerciais, as filas imensas para pagar três euros e o consumismo desenfreado do dar por dar despido de sentimento algum. Mas gosto de ver as árvores cheias de embrulhos e de curiosidades escondidas debaixo de papel colorido. Deliro com surpresas, de as receber e de as fazer. Gosto de reuniões de amigos verdadeiros que matam saudades sob o pretexto do Natal.
É Natal e Lisboa este ano está diferente. Gosto de não se gastar dinheiro público nas iluminações, gosto das luzes amigas do ambiente, não gosto das bolas da TMN. Acho uma exigência parva, ainda que eles também paguem a conta da luz.
Vi a árvore gigante ao cimo do Parque Eduardo VII e não é que os monhés (não os kéfrôs!) andam junto à estrela maior das iluminações lisboetas a vender aquelas coisas que não servem para nada (ou pelo menos é uma incógnita para muitos!) mas que dão montes de luzinhas e piscam ?!? Qual é o nexo disto?
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Incursão chinoca
Ontem fui a uma mega store chinesa. E, eis senão quando, numa curiosa incursão aos restantes corredores que não o das luzes de natal (sim, porque era uma loja daquelas que parecem quase um supermercado e vendem tudo para casa, para o escritório, para o natal, para a páscoa, para viagens, para o guarda-roupa, para decoração, para a escola, para bricolage, para crianças, para muitas outras coisas que não se sabe o que são ) tropecei em 15 crianças (não chinesas) sentadas na escada, ao estilo visita de estudo. Well, ainda que seja curioso (vá..... muito estranho) não era nada disso que queria escrever – este pormenor veio agora à minha memória enquanto escrevia e pensava ao mesmo tempo. O que me deixou realmente e verdadeiramente... maravilhada (acho que é esta a expressão correcta [sobretudo devido ao meu estado quase comprovado de agnóstica em vias de ser excomungada depois deste post]) foi o facto de no dito cujo chinês se venderem Nossas Senhoras de Fátima (sim, essa mesma, aquela que apareceu para contar metade de meia dúzia de segredos a uns pequenos pastores). Sim, é mesmo verdade! Daquelas de plástico amarelo-esverdeado, meio fluorescentes e santos vários (onde se inclui Santos Antónios). Isto entre duas prateleiras: uma com bonsai’s e águias benfiquistas e outra com cestas com frutas de plástico.
Ps- Não há uma fotografia que comprove a coisa porque tive medo de levar uma carga de porrada de uma tribo chinesa qualquer que estivesse escondida debaixo de uma das prateleiras de borboletas decorativas e porque estava uma câmara de segurança apontada para as Nossas Senhoras (também.... quem é que ia cometer o pecado de as roubar !?!?!?!?)
Ps- Não há uma fotografia que comprove a coisa porque tive medo de levar uma carga de porrada de uma tribo chinesa qualquer que estivesse escondida debaixo de uma das prateleiras de borboletas decorativas e porque estava uma câmara de segurança apontada para as Nossas Senhoras (também.... quem é que ia cometer o pecado de as roubar !?!?!?!?)
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