quarta-feira, 25 de março de 2009

Welcome!

O Álvaro, o meu sobrinho emprestado, acabou de chegar ao mundo. Depois de nove meses a argumentar em prol do que a criança vai sofrer na escola graças a este nome, nada disso importa ante a alegria de ver os nossos amigos a atingirem a felicidade extrema. Se sair ao pai será um conspirador, de olho sempre atento aos movimentos Bilderberg, vai adorar discutir com toda a gente, vai ter com um toque monárquico, vai usar a magia para encantar as miúdas da escola e vai ser o feliz portador de uma criatividade sem limites e de uma incurável loucura. Será, por isso, uma adorável criança.

sábado, 21 de março de 2009

Citando: "Este homem é um verdadeiro erro de casting"

O Papa: "Os preservativos agravam o combate sida"



Para além de atentar contra todas as campanhas de combate à Sida (que o senhor deveria saber que demoram anos e anos e mais anos a implementar-se), é um atentado ao liberalismo e uma idiotice tendo em conta a responsabilidade que detém sendo o líder da Igreja Católica. É totalmente despropositado, o que se agrava se se tiver em conta que o senhor anda em visita ao continente onde a doença é um flagelo.
Assumo a minha ira contra estas ideias conservadoras que cegam as pessoas e sobretudo pelas ideias defendidas por uma igreja que, usa a fé e o amor a deus, para condenar actos que impedem a morte de milhões.
Sim, sou agnóstica e cada vez vejo mais razões para o ser. Não dá para acreditar numa instituição que defende o sofrimento desnecessário. (Saberá este homem o que sofre alguém que tem sida? ) Não dá para acreditar num estado que sendo o mais rico do mundo continua a ser tão ridiculamente hipócrita.

terça-feira, 17 de março de 2009

O misterioso dossier azul



Não percebo. Aliás, parece-me realmente idiota. Por que raio, o homem cuja cara já todos viram e cuja monstruosidade - violação, incesto, sequestro, escravatura e homicídio - todos conhecem esconde a cara atrás do dossier azul?!?!?!? Será vergonha?

quinta-feira, 12 de março de 2009

As voltas



Voltas, voltas e mais voltas.
Sim's que se misturam com nãos's.
Desejos que acabam em indecisões e se perdem por medo.
Dúvidas permanentes que não têm respostas
Anseios, coração aos pulos, alheamento
Realidades que se misturam com vontades
Silêncios cortados pelos gritos profundos dos estados de alma
Noites claras, dias escuros
Recordações que doem
Memórias que causam sorrisos
Vazio, vazio, vazio causado por tantas e tantas voltas

"São voltas e voltas sem parar
Em sonhos nocturnos
Em sonhos de encantar
Muitos enredos histórias reais
Que envolvem mas acordam sem avisar.

Fico à toa mas onde é que eu estou
Já de madrugada
E o silêncio reinou
De olhos abertos só vejo sombras
Já sinto o regressar de novo ao sono...

Então agora o que é que eu faço
Com o meu sonho inacabado
Vou deixá-lo ou abandona-lo
Ao meu imaginário
Ao meu desejo de desejo.
E digo sim ao meu desejo
Aquela doce sensação
De estar noutro lugar
Onde o tempo que passa
Já não importa."

quarta-feira, 11 de março de 2009

Comporta

Por vezes, encontramos fora tudo o que não temos dentro de nós.
Retratos de tranquilidade.







segunda-feira, 2 de março de 2009

À espera...



...que o sol se esconda e leve com ele a dureza, a confusão, os medos, as dúvidas
...que a noite traga a revelação dos segredos, atenue as dores, traga as decisões
...e depois, que a manhã dê as respostas, as explicações, a tranquilidade

Amor nos tempos de cólera



O livro é extraordinário. O filme não desilude com uma adaptação tão próxima quanto possível. Para além disso, a banda sonora é boa, muito mesmo.
Esta é maravilhosa:

http://www.youtube.com/watch?v=jTrlxF_vyfQ


"Pienso En Ti"

cada dia pienso en ti
pienso un poco mas en ti
despedazo mi corazon
se destruye algo de mi
cada dia pienso en ti
pienso un poco mas en ti
cada vez que sale el sol
busco un algo de valor
para continuar asi
y te veo asi no te toque
rezo por ti cada noche
amanece y pienso en ti
y retumba en mis oidos
el tic-tac de los relojes
y sigo pensando en ti
y sigo pensando...

Coisas simples

É inexplicável o aconchego que pode dar um punhado de dvd's, uma manta quentinha e um frasco de molho pesto.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Vazios assim



Há dias em que a alma se esvazia e fica um buraco tremendo cá dentro.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Lá no cimo



É que não dá mesmo para explicar. Slalom pela montanha abaixo, música nos ouvidos e paz de espírito. Uma tranquilidade sem fim.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

No país das A's!

Saio de casa, entro na A5. Viro para a A9 para fugir ao trânsito matinal de Lisboa. Para encurtar caminho, meto-me na A10 e vou entrar na A1 já quase em Aveiras. Saio em Espinho, entro na A41 que vai dar à A29. Na vinda, saio para a A44 para voltar a ir dar à A 29 e depois entrar novamente na A1. Ali a meio ainda pondero se saio para Leiria para apanhar a A17 que vai dar à A8 que vem dar à A9 que vai dar novamente à A5. What the hell!! Com um país tão pequeno como este para que é preciso tanta autoestrada só para ir ao Porto com uma breve passagem por Espinho !?!?

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Slumdog millionaire



Extraordinário. Acredito, de facto, que o ser humano não é mais do que a soma das experiências por que vai passando ao longo da vida. Aquilo que somos depende sempre daquilo por que passamos.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Momentos roubados

Vamos? Vamos! E vamos lado a lado em direcção a um sítio que não interessa qual. O que importa é aquele lado a lado, aquela troca de olhares carregada de sentimentos. Contam-se trivialidades. Partilham-se medos, receios e dores sem ter de explicar muito. Trocam-se aquelas palavras em surdina. Um mimo. Um último olhar. Um adeus.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Yes, we can!



O Mundo tem um patrão novo.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O velho vício das pessoas

Gosto de pessoas. Gosto das histórias que as pessoas têm para contar. Gosto dos pedaços de vida que me chegam ao ouvido. Não sei se os olhos são o espelho ou não das 21 gramas, mas sei as vezes que já vi o peso da alma ganhar a forma de lágrimas, de sorrisos, de olhares profundos.


Já entendi a dor de quem viu a morte a chegar e a abalar por ainda não ser a hora, já me comovi com o êxtase de quem pôs vida no mundo sem querer, já me arrepiei com a coragem de quem está disposto a dar a vida para que outros vivam, já me enterneci com o espírito voluntário de alguns, já percebi o orgulho e a honra que alguns outros sentem no seu trabalho, já odiei idiotas, empertigados e arrogantes, Já senti a dureza de outras vidas e de outros quotidianos, já percebi o que é esconder as fraquezas atrás de outros sentimentos, já vi de longe a dor que a perda de alguém causa. Já vi amor, medo, perversidade, morte, trabalho, honra, compaixão, doçura, empenho, violência, amizade, coragem, vitórias, derrotas, guerras, esforço, a vida.

Mas, na verdade, sinto que me falta ver, perceber, sentir, entender tudo.
É por isso que alimento este vício que está a marinar há anos. Este vício que é conhecer pessoas, descobrir pessoas, redescobrir pessoas que sempre ali estiveram mas que, por um ou outro motivo, só conhecemos muito depois de as conhecer. É algo de incontrolável, é perverso,é maravilhoso, é desafiador, é cruel.
Muitas vezes dói. Dói sempre que chega o engano e a desilusão.
Na maioria delas resulta num inexplicável prazer. Um prazer causado pelo deslindar da teia complexa que é o espírito dos homens.
É tão, tão delicioso fazer de garimpeiro e descobrir os diamantes no meio da muita areia que vem na peneira.

Portugal, esse grande estaleiro



Primeiro o grande alvoroço: O Cais das Colunas volta a estar à vista. Yupiiii! Yupiii! Yuuupiii! E lá vem um autocarro carregado de deputados, de jornalistas, de pessoas que ninguém sabe quem são mas usam fato e gravata ou tailleur e vestem-se à moda da gente importante, veio o Carmo e a Trindade, atiraram-se os foguetes, fez-se a festarola e muitos mais vieram e falaram e comentaram. Enfim.
E agora, cerca de um mês depois, puff! volta lá a guardar as colunas no armário que é mesmo aqui que o estaleiro das novas obras vai ficar. E lá vamos nós fazer o trabalho que já lá estava e que tiraram e que agora vão voltar a colocar no mesmo sítio. Não há monumento, mas há um monumental estaleiro. Gastou-se dinheiro a tirar e gasta-se dinheiro a pôr outra vez. Muitos vivas às obras sem fim em Portugal!

De ouvido à escuta num abrir e fechar de portas:

Local: Rádio Clube Português ;
Voz 1 - duas e qualquer coisa da madrugada solitária de um homem;
Voz 2 - duas e qualquer coisa da madrugada de uma locutora de rádio;
Contexto: aqueles programas de companhia de quem tem insónias ou uma tremenda solidão.




A porta abre e chega ao ouvido

"
....
- Tenho 50 anos e gostava de ter uma namorada.
- Uma namorada?
- Sim, uma namorada. Vocês têm o meu número de telefone, se aparecer alguém podem dá-lo a essa pessoa.
- Mas podia fazer isso pessoalmente...conhecer alguém pessoalmente...
- Sim, também posso... mas pronto, se aparecer alguém, alguém que também queira conviver, podem dar o meu número."


..... A porta fecha e perde-se o fio de conversa.


Até onde vai a solidão, a necessidade de amar e ser amado e o desespero causado pelo vazio?

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Algo vai mal (muito mal!)

....quando a segunda peça do noticiário da noite é sobre o tempo e os restantes 15 minutos são "cheios" com reportagens sobre o frio que se fez sentir em todo o santo distrito de Portugal desde a pontinha de cima à pontinha debaixo!!
Lá está: quando não há sobre o que se falar, fala-se do tempo para encher chouriço.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

A minha geração!



Contam sempre a mesma história. Quando o Vitinho começava a cantar a música de boas noites para todas as crianças, ou corriam para a televisão para lhe tirar o som ou era certo que aparecia a correr com a minha almofada (a minha maravilhosa Nana!!!!) debaixo do braço ....



Está na hora da caminha
vamos lá dormir
que lá fora, as estrelas
dormem a sorrir

e amanhã cedinho, bem cedinho
tu vais ver
acordas mais forte e mais esperto,
isso é crescer
boa noite

mãe: boa noite, dorme bem
vitinho: (risos)
pai: vá lá vitinho, toca a dormir
mãe: até manhã (*chuac*) um beijinho

sonhos lindos
adeus e até amanhã



..... e ficava ali de boca aberta a olhar para o Vitinho até ao "Adeus e até amanhã!". Depois voltava para minha caminha e dormia. Hoje constatei: Sou da Geração Vitinho!


O original:
http://www.youtube.com/watch?v=maWsN_XsamQ

A última versão:
http://www.youtube.com/watch?v=0kkEz9Fm6g4&feature=related

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

2009 prontinho a estrear



Aí está ele: acabado de desembrulhar, novinho em folha, ainda a brilhar, com as etiquetas ainda por tirar.
Have lots of fun and be happy !

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Amar, amar, amar de verdade

*

Não é aquele amor entre homem e mulher. É aquele amor que se sente por poucas, muito poucas, pessoas. Falo daquele inexplicável sentimento que enche o peito. Falo naquela incondicional vontade de dar o que se têm e de encontrar o impossível apenas por saber o quanto isso vai fazer aquela pessoa feliz. É saber que, aconteça o que acontecer, estão ali aqueles ombros. É sentir que se é capaz de deixar tudo e todos para trás por saber que basta uma palavra para conseguir arrancar um sorriso da cara mais triste do mundo. É chorar as tristezas desses como se nossas fossem. É sentir os medos, os receios, os pânicos da mesma maneira. É entrar em êxtase com as alegrias, os sucessos e os sorrisos desses. É quando bastam os olhares de relance ou os tons de voz para se perceber os estados de alma. Falo daquela certeza de sermos capazes de enfrentar uma multidão de enraivecidos para proteger esses tais de qualquer coisa que venha de qualquer lado com qualquer intensidade. É tirar-lhes o sofrimento da frente, sempre. É sentir que nada nos pode acontecer porque estaremos sempre protegidos por essa bolha de amor que nos dão esses. Passa por tirar todas as defesas, abrir o coração e dar simplesmente por dar. Trata-se de dar voltas na almofada em busca de respostas que não são para nós, mas é como se fossem. É sentir o alivio dessas respostas. Trata-se de construir, de criar laços, de cativar e de ser cativado. Refiro-me a uma coisa tão grande, tão grande, que não se mede, que não se define, que se sente apenas.

* GUSTAV KLIMT


Nem de propósito passou na playlist uma combinação de trocas justas: "Beijo por beijo // Sonho por sonho // Carinho por amor// Paixão por paixão..."

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

É Natal!!!!



Chegou o Natal. Até aí nada de mal. Acontece todos os anos e ninguém estranha.
Irrita-me um pouco a hipocrisia, mas se for a forma de se fazer o bem, de se ter actos solidários e de ajudar, seja! o Natal é um motivo tão válido como qualquer outro e é fixe, muito fixe, ver os putos a rir, sobretudo aqueles que têm poucos motivos para sorrir. Por isso, venha a hipocrísia disfarçada de espírito natalício
!!!
Gosto das prendas (claro!), mas amo dar gestos, carinhos e pequenas parvoíces repletas de significados. Adoro as luzes e as decorações de Natal. Adoro as familias que se amam. Adoro os amigos que dão mimos. Abomino as enchentes nos centros comerciais, as filas imensas para pagar três euros e o consumismo desenfreado do dar por dar despido de sentimento algum. Mas gosto de ver as árvores cheias de embrulhos e de curiosidades escondidas debaixo de papel colorido. Deliro com surpresas, de as receber e de as fazer. Gosto de reuniões de amigos verdadeiros que matam saudades sob o pretexto do Natal.

É Natal e Lisboa este ano está diferente. Gosto de não se gastar dinheiro público nas iluminações, gosto das luzes amigas do ambiente, não gosto das bolas da TMN. Acho uma exigência parva, ainda que eles também paguem a conta da luz.

Vi a árvore gigante ao cimo do Parque Eduardo VII e não é que os monhés (não os kéfrôs!) andam junto à estrela maior das iluminações lisboetas a vender aquelas coisas que não servem para nada (ou pelo menos é uma incógnita para muitos!) mas que dão montes de luzinhas e piscam ?!? Qual é o nexo disto?

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Incursão chinoca

Ontem fui a uma mega store chinesa. E, eis senão quando, numa curiosa incursão aos restantes corredores que não o das luzes de natal (sim, porque era uma loja daquelas que parecem quase um supermercado e vendem tudo para casa, para o escritório, para o natal, para a páscoa, para viagens, para o guarda-roupa, para decoração, para a escola, para bricolage, para crianças, para muitas outras coisas que não se sabe o que são ) tropecei em 15 crianças (não chinesas) sentadas na escada, ao estilo visita de estudo. Well, ainda que seja curioso (vá..... muito estranho) não era nada disso que queria escrever – este pormenor veio agora à minha memória enquanto escrevia e pensava ao mesmo tempo. O que me deixou realmente e verdadeiramente... maravilhada (acho que é esta a expressão correcta [sobretudo devido ao meu estado quase comprovado de agnóstica em vias de ser excomungada depois deste post]) foi o facto de no dito cujo chinês se venderem Nossas Senhoras de Fátima (sim, essa mesma, aquela que apareceu para contar metade de meia dúzia de segredos a uns pequenos pastores). Sim, é mesmo verdade! Daquelas de plástico amarelo-esverdeado, meio fluorescentes e santos vários (onde se inclui Santos Antónios). Isto entre duas prateleiras: uma com bonsai’s e águias benfiquistas e outra com cestas com frutas de plástico.


Ps- Não há uma fotografia que comprove a coisa porque tive medo de levar uma carga de porrada de uma tribo chinesa qualquer que estivesse escondida debaixo de uma das prateleiras de borboletas decorativas e porque estava uma câmara de segurança apontada para as Nossas Senhoras (também.... quem é que ia cometer o pecado de as roubar !?!?!?!?)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

De ouvido à escuta II

Falava-se de neurologia :
"O homens ficam sempre muito perplexos por não perceberem os nexos de causalidade"

Falando-se de coisas de todos os dias: Onde é que raio está a supresa?

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Porque não?

Estados de espírito...



"Porque não/ Esquecer o coração
Porque não/ Pecar sem ter perdão
Perder toda a razão/ Porque não

Porque não/ Um filme sem guião
Porque não/ Um tema sem refrão
Cantar esta canção/ Porque não

Porque não/ Pular com a mutidão
Porque não/ Sorrir da solidão
Gritar na escuridão/ Porque não

Por aqui, por aí, porque sim
Sem ter aprovação
Sou o normal e sou a loucura
Não me peçam para ter razão

Porque não/ Um mundo e um nação
Porque não/ Sem bomba no Islão
Nem fome no Sudão/ Porque não

Porque não/ Guardar a confisão
Porque não/ Umbigo sem cordão
E Eva ser Adão/ Porque não

Quero mais de ti, quero mais de mim
Quero mais de toda a gente, que todos juntos façam
frente
Que os mudos gritem alto que todos façam algo
Que torne o coração mais quente
Convençam o vizinho que ninguém ganha sozinho
Que a batalha é muito dura e será dente por dente.
Comer comida "light" para que a roupa nos assente
O corpo está saudável mas a mente está demente.
Que consciência é esta que finge que não vê.
A fome é bem real e não é só na TV
A esperança nunca morre a não ser para quem não come
A guerra não perturba a não ser a quem não dorme."


Donna Maria - Anti-Repressivos

http://www.youtube.com/watch?v=SuGr6uzs2A4

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Há tempestades assim


Há momentos assim. Há dias em que o peso do mundo nos cai em cima e não temos tempo de lhe fugir debaixo. Aí pensa-se tudo, repensa-se tudo, questiona-se tudo, fica a sensação de impotência e desolo, sente-se a pena em proveito próprio, uma revolta de tamanho desproporcionado.
E depois, valem uns mimos de quem está sempre ali quando estas coisas acontecem. E a coisa vai passando. Tudo passa, dizem. Ou pelo menos tudo se vai amenizando.
Há tempestades assim, daquelas que vão deixando a marca.

Dr. Google preciso de ajuda!



Hoje acordei a sentir-me parte das estatísticas.
Consta que anda para ai uma nova doença do foro virtual. Chama-se Cybercondria. Ele há gente que pensa que sofre de alguma coisa e vai perguntar ao dr.google se está doente. Ele claro que revela que aquilo que o cybercondríaco sente é irremediavelmente uma doença grave e, claro, mortal. Descobri recentemente - e estupidamente, entenda-se - que sofro deste mal. Irra!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

E se o meu "escritório" fosse aqui?



Devidamente testado, este seria o local perfeito para se estar dias inteiros.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Nas ilhas "nô" stress, na terra "sab"

Uns, dizem que "sab" é saboroso. Outros, dizem que "sab" é feliz, contente.
A única coisa que importa é enterrar os pés nas areias brancas, mergulhar nas águas cálidas, percorrer as paisagens lunares, subir e descer as montanhas verdejantes, descer até aos fundos repletos de cardumes coloridos, curtir o dolce fare niente, sentir o toque africano, saborear uma divinal cachupa, ver as camisolas dos clubes do coração mas não da terra (está explicada a existência de seis milhões de benfiquistas), saborear a esperteza em enganar turistas, falar com os amigos do coração dos portugueses - para nós, os irmãos, o desconto garantido é de 50 por cento, calor de áfrica.
Lugar onde a pobreza se esconde debaixo de "casas para proteger a cabeça", casas que crescem ao ritmo das parcas economias, fome que se mata com peixe - eles pescadores, elas peixeiras - ou com criação de animais comunitária. Miséria que se esconde nas ruelas empedradas, nos mercados caóticos, nas terras perdidas, nos antigos edifícios coloniais.
Tudo devagar, devagarinho porque stress é coisa que não existe.


Portraits of the sab sab islands





































Cabo Verde, Outubro de 2008

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Na sombra



O 28, amarelo e antigo.
Escuro, candeeiros de rua. Sinais luminosos. Esperas. Arranques.
Gente. Gente que passeia, gente que vagueia, gente que corre, gente que está ali porque sim e porque não tem mais para onde ir, gente que prepara a cama para dormir. Ruas. Ruas largas, avenidas novas, ruas estreitas, bairros velhos.
Relógios que dão horas impossíveis. Ruelas de vício.
Carros. Táxis. Eléctricos.Gatos
Janelas iluminadas, casas às escuras.
Pensamentos interrompidos pela música a tocar.
Recantos que reconfortam, praças multiraciais, prédios ultra modernos, museus às escuras, palácios antigos.
Vidas que passam. Momentos inesquecíveis. Coisas que acontecem. Banalidades
Estados de espírito. Calor. Monólogos interiores. Frio. Medo. Decisões tomadas. Reflexões perdidas. Decisões perdidas. Conversas adiadas.
Tascas de bairro. Restaurantes de avenida.
Subir colinas, descer patamares. Namorados de mão dada.
Reconhecer lugares, descobrir sítios.
Memórias. Boas. Más. Tristes. Felizes. Desejos.
Ir sem destino, acabar no lugar certo.
As luzes da ponte. Trânsito ao fundo. Buzinadelas apressadas. Melancolias.
Noctívagos a chegar. Diurnos a partir.
Outdoors despropositados. Polícias. Taxistas. Sentidos proíbidos. Resoluções obrigatórias.
Pensamentos perdidos. Vaguear. Ir indo. Vir andando.
Santa Apolónia cheia de vida. Santos apagado. Castelo misterioso.
Carros estrangeiros. Pessoas novas. Velhos. Muito velhos. Adolescentes a caminho da noite.
Recordações. Ambições. Perspectivas. Desilusões. Encontro.
Bandas sonoras. Respostas. Certezas .Dúvidas.
Procurar. Encontrar. Descobrir.
Túneis. Obras. Riscas tracejadas amarelas no chão. Radares. Sinais que ligam o vermelho aos 50.Jardins de sombras.
Teimosias. Pontos de vista.
Rio. Mar. Praias. Marginal.
Cidade. Sombra. noite. Luz. Despertares.
E o 28 a chegar a Alcântara.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

....?....

Porque é que o Mário Soares está a fazer perguntas, em Português, um senhor, embaixador de um país que não percebi qual, que lhe responde numa lingua eslava e não sem tradutores à vista ?!?!?!?!?!

De ouvido à escuta:

"De vez em quando tens tiques de princesa" - Que delícia de comentário!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Novamente Ingrid




“Esa ausencia de uno mismo es el primer dolor que se lleva en el alma. A ése se le suman todos los demás dolores, pequeños y los grandes. La selva es un lugar hostil. Todo duele en ella. La piel no es un espacio de protección, sino de dolor. En la selva, todo pica, todo rasca, todo incomoda. Tener un cuerpo en la selva es tener un peso adicional, porque el cuerpo es simplesmente un espacio de dolor. Comer duele, ir al baño duele, bañarse duele, vivir duele, respirar duele, no ver el cielo duele, no ver a las personas que uno ama duele”


Ingrid Betancourt
EPS, 12 Outubro de 2008

Será amor?









"F1: «Sanção a Hamilton? Não sei o que fez, mas acho bem», diz Alonso"

Mais Futebol

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Trivialidades

Abri o jornal e o caderno de economia estava de pernas para o ar.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

"Se canto sou ave, se choro sou homem
Se planto me basto, valho mais que dois
quando a água corre, a vida multiplica
o que ninguém explica é o que vem depois..."


Nunca ninguém explica, tal como nunca ninguém sabe, da mesma maneira que nunca ninguém desconfia. E o segredo é precisamente esse. É ir sem se saber, é deixar-se levar, é acreditar sabendo que nunca se volta ao mesmo lugar de onde se partiu, que nunca mais se sentirá a mesma esperança, que jamais se voltará a ser quem já se foi.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Bonecada dos 80's

Perdoem-me todos aqueles que não foram crianças nesta década maravilhosa.
Memórias boas












quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O preço dos sonhos

O telefone tocou. Queriam concretizar-me os sonhos. Todos eles. E se eu não os tivesse eles ajudar-me-iam a encontrá-los para que eu os pudesse concretizar. Uma casa? Um carro novo? Coisas menores... Um computador novo. O que fosse. Porque não? Todos eles podiam ser concretizados. Bastava que recorresse a um crédito bancário, uma promoção especial, com juros xpto e os afins todos. Ora, eu lá tenho agora paciência para estas coisas?!?!? Será que um não convicto ao segundo 20 e poucos da conversa não era motivo suficiente para evitar os restantes quatro minutos e meio que levaram a impingir-me um crédito para qualquer coisa que eu precisasse ou não. Só depois de cinco "NÃO's" convictos consegui despachar a menina do call center. Irra!!!

O boneco do MB foi-se!

E não é que "deram cabo" do amiguinho em forma de quadrado que estava sempre lá quando si ia ao Multibanco? Adeus boneco.



E agora vem este... feioso, o "Multinho", com um ar fatela e verde